A busca de informações sobre Freud para escrever um texto revelou um blog chamado “Escreva Lola, Escreva”. De forma bem provocativa, mas com um texto bem construído e uma argumentação razoável a moça que o escreve generaliza os homens com o termo “mascus”. Não fica claro se ela deixa qualquer exceção. Também não foi possível ficar lendo mais coisas dela, por falta de tempo e por que não ser sincero, por falta de vontade, também
O nome do Blog é uma brincadeira com “Corra Lola, Corra”, nome de um filme excelente, um verdadeiro clip musical de longa duração dirigido por Tom Tykwer e que movimentou bastante gente no seu lançamento.
Em relação ao conteúdo, como se pode ver no blog, (a pesquisar) a autora mostra alguns posicionamentos masculinos que ela captou na internet e que ela considera fracos e até ridículos. A leitura do texto principal e dos comentários suscitou a ideia de elaborar um comentário que foi colocado na página e está aguardando aprovação.
Os comentários lançados por outros leitores estão repletos de comparações, ataques verbais e outros sentimentos menores e que raramente acrescentam fatos novos à discussão.
A questão mais interessante, entretanto, seria inclusive, se vale a pena discutir assuntos já velhos e repetidos. Principalmente para quem já pensa um pouco mais e principalmente para quem tem um pouco mais de experiência de vida - modo eufêmico de falar dos quarentões. Já não seria o caso de algumas pessoas haverem superado essas coisas e tentarem ver que é nas diferenças que estão a riqueza de possibilidades do ser humano? E que o importante é educar o caráter, procurar razão nas coisas, ter metas definidas a exemplo de dar uma boa educação e uma boa índole aos filhos e por aí vai?
As brigas que tem um fim em si mesmas são apenas perda de tempo e se transformam em circo. Circo sim, pois muitos que estão de fora se aproveitam para se divertir com os embates que, no final, vão ser cansativos para todos. Até para o vencedor, se o houver.
Pela leitura do comentário talvez seja possível entender o posicionamento que se tentou demonstrar.
Segue:
“Bom Dia! Hoje estava procurando algo sobre Freud para escrever sobre amor romântico e sexo e achei esse o blog “Escreva Lola, Escreva”
Oh Lola, eu acho que mais importante é não fomentar o atrito. Ele já existe e sempre vai existir.
Não é exatamente o seu caso, mas para que procurar comparações, ataques verbais e realçar exatamente o que há de ruim?
Essa capacidade toda de escrever e de pensar as situações que a gente vê nos comentários, por exemplo e em alguns outros textos, poderia ser MUITO mais eficaz se fosse direcionada para entender o que causa essas diferenças todas.
Nós somos o resultado de anos e anos de vivências, de memórias que vão ficando e não, as coisas não vão mudar muito rápido por causa de posicionamentos radicais.
Arte muito bonita e na qual as mulheres têm maestria branca é a de convencer as pessoas de que uma determinada coisa é boa para elas. É possível fazer com que a pessoa decida que tal coisa é boa, sem confrontá-la de forma nenhuma. E todos nós podemos fazer isso devagarinho.
O fiel da balança é o BEM ESTAR, a busca da felicidade conquistada e a educação do caráter como diria Nietzsche. Sem isso como meta, nós ficamos perdidos e a luta, o embate, vira um fim em si mesmo...
No mais, Felicidades para Você e seus leitores. Gostei muito de escrever essas coisas e vou adaptar para o meu blog. VAMOS SER A PONTE”
Intuitivamente, muita gente já vive essa constatação no seu dia a dia: As brigas, o posicionamento machista ou feminista não demonstraram ser muito produtivos. O que provou ser bom mesmo é o carinho com que se fazem as coisas, a alegria de interagir e mostrar às pessoas o seu lado bom e junto com elas, e não contra realizar coisas. O importante é obter os resultados desejados.
Homem ou mulher, muitos aprenderam se calar quando o problema é realçar os pontos ruins de cada um. Como dito antes, nas diferenças, no reforço contínuo das boas características é que está a maior riqueza de possibilidades para o ser humano. Sejamos a ponte para o homem depois do homem – Nietzsche. Não um muro.
Obs.: Relendo o texto do comentário depois de mandado sempre aparecem detalhes que poderiam ter sido melhorados. Mas o caso aqui é o de mostrar exatamente o que foi posto no blog.
Cartinhas Amanda Queria ter aprendido mais cedo macetes dissertação objetivo subjetivo
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Filosofia de escravo e filosofia de senhor – Questão de bom senso
Nietzsche dividiu as
forma de pensar do ser humano em pelo menos dois ramos.
Uma é da pessoa que
precisa de um guia. É o “escravo”. Ela está determinada a ser
obediente sempre e a cumprir tudo aquilo que lhe for mandado. Todas
as convenções da sociedade também funcionam para este tipo de
pessoa como se fossem verdadeiras ordens. Para esses casos não são
necessários nem exemplos. A maioria das pessoas tem um pouco disso
em maior ou menor grau.
Do outro lado aparece
a forma de pensar do patrão. O mundo gira ao seu redor. Todos lhe
são devedores. As regras são feitas para ele e escolhe sempre
aquelas que vai obedecer. A humanidade nas outras pessoas não
existe. O importante são as metas.
É o tipo mais fácil
de exemplificar: a grande maioria de patrões e empresários que
tripudiam de seus empregados. Em seus carros, geralmente os maiores,
não podem fazer uma cortesia sequer. Não se preocupam em respeitar
normas básicas de trânsito a não ser por medo da perda financeira
com a multa. Os outros seres humanos estão a seu dispor para obterem
o melhor de tudo. O fato de terem que cumprimentar alguém já lhes
causa asco ou somente é feito quando há interesse envolvido.
Costumam perder muitas oportunidades de fazerem amigos bons ou
grandes negócios por serem altamente “seletivos”.
O interessante dessa
questão é que, apesar de tudo, não há um lado certo para
escolher. Há apenas a maneira certa e o momento de usar cada forma
de pensar. Como disse Aristóteles, “a virtude está no meio”,
cabe usar o bom senso. Um bom crivo a ser utilizado na escolha dos
posicionamentos é o respeito à humanidade das pessoas. Ou pelo
menos ao seu bem estar.
O respeito absoluto às
regras, às convenções e mesmo às leis já causou muitas tragédias
por aí. Veja o caso do Povo Alemão na Segunda Guerra. Se não foram
as piores vítimas foram, com certeza as primeiras e as últimas do
nazismo. Tudo pela obediência excessiva e a falta de questionamento
do que estava sendo feito com seu próprio povo. Extrema necessidade
de um guia, literalmente, em alemão "Führer”,
e o tiveram. Aos burocratas inveterados e idiotizados pelo poder não
poderia ser dado presente maior que uma devoção dessas. Os
políticos amariam.
Por outro lado, em
nível coletivo, o pensamento de patrão tem suas vantagens.
Empresários altamente condescendentes não conseguem manter os
negócios funcionando. Distribuem vantagens demais. Não negociam as
melhores condições para a empresa e acabam destruindo-a. E junto se
vão os empregos e a estabilidade da própria família de seus
empregados. Neste caso, mesmo que sua dureza resulte em falta de humanidade, ele se torna quase que literalmente, um mero objeto de obtenção das necessidades da sociedade.
Em nível individual
um pouco de coragem para quebrar regras é importante. As leis são
feitas seguindo interesses diversos. Muitas delas não representam a
vontade e nem o estágio de desenvolvimento da sociedade que elegeu
os seus criadores. Ao tentar seguir inquestionavelmente quaisquer
normas, o cidadão vai acabar descobrindo que não lhe sobrará
recursos para realizar devidamente o que quer de sua vida. Mesmo na
vida social algumas normas e convenções devem ser necessariamente
quebradas para que se possa obter algum equilíbrio.
Decididamente, a
virtude não está em pensar definitivamente como patrão ou como
escravo. É necessário encontrar um meio termo aceitável. Deve-se
conjugar um e outro posicionamento, tendo em vista, tanto quanto
possível, o bem estar dos outros seres humanos até em prol de si
mesmo.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Objetivo ou subjetivo mas sempre curtindo
A leitura do Blog link da Laura Nolasco sobre o Livro O Menino do Pijama listrado localizado em I Just Believe: Semana 2-Livro que menos gostou trouxe à baila uma questão interessante. Trata-se de uma reflexão sobre a diferença entre o que é objetivo ou subjetivo.
É importante separar, pelo menos teoricamente, o que é opinião pessoal e dados objetivos. Você pode odiar filme de terror, mas não pode negar que alguns possam ser bem feitos. A fotografia pode ser boa, a escolha dos atores, os diálogos e por aí vai. Pessoalmente ou subjetivamente, pode-se não gostar de alguma coisa, mas com certeza, ela pode ter suas qualidades...
Pouco a pouco, algumas barreiras podem ser quebradas. É o caso de Vc tentar ver um filme de terror ou de Guerra e tentar fazer uma crítica sobre suas qualidades. Nesse momento, o que antes era apenas objetivo, que estava lá na obra, antes de Vc a ver, passa a ter significado para Vc. Então o seu subjetivo passa a incluir e ser aumentado pela objetividade.
Antes de mais nada, é importante curtir. Aproveitar cada obra, quanto possível e de acordo com nosso gosto pessoal. Só que também é importante tentar estender nossa reflexão a um plano mais amplo sempre.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Soneto infungível
Não isso eu não troco
por nada;
A alegria das minhas
gatinhas;
Não negocio uma boa
risada;
Na alegria das suas
carinhas;
Não, isso não troco
por nada
O ser e estar bem
sossegado;
Ao menor sorriso da
Amada;
A seu lado me Sinto
descansado;
E ainda tem minha
filha, Amanda
Alegria maior de
qualquer dos meus dias
A alegria da vida, meu
espírito abranda;
É muito o que não
troco por nada;
Tudo que sou quando
estou perto delas;
Qualquer tristeza é
página virada.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
A pegadinha da pegadinha - um círculo vicioso
Há um limite para tudo e também deveria haver para as famosas “pegadinhas”. A falta de refinamento intelectual, o mal gosto descarado e a falta de empatia de certa parcela da população não deve ser manipulada pela media de maneira inconsequente. Esse processo tende a tornar o imaginário popular mais ácido e menos respeitoso com o ser humano do que já é normalmente. Esse refreamento é necessário para se evitar a banalização da violência e a piora das condições culturais do povo.
A ideia seria fazer humor. A fórmula já é velha conhecida de sucessos internacionais como o decano “Candid Camera”(Câmera docinha, numa tradução muito mal aproximada ) dos Estados Unidos e no canadense “Just for laugh” (só para rir): Um pouco de armação, uns atores pregando uns pequenos sustos nas pessoas e umas boas risadas como produto final. A fórmula não varia muito e o humor se faz tanto pela supresa das “vítimas” quanto pelas situações surreais que propõem. Neste último caso um exemplo soberbo pode ser encontrado em www.youtube.com.br com as palavras para busca: pink+ elephant+ prank.
Esses programas geralmente são de fácil intelecção e não necessitam na maior parte das vezes de que se faça a tradução ou dublagem. A linguagem gestual e baseada em imagens e cenários criam fazem uma comunicação fácil e possível de veiculação até mesmo em vôos internacionais e outras situações em que o mais importante seja a pantomima, a brincadeira desinteressada e feliz. Essas atrações geralmente não acrescentam informações à cultura de quem as vê e não possuem conteúdo heurístico, isso é, capacidade de ensinar alguma coisa. Por outro lado, também não pecam por disseminar maus sentimentos ou mesmo regurgitá-los e pulverizá-los sobre a massa que tem acesso a tais programas.
Infelizmente, devido a um complexo formado por imundícies culturais que atacam a cultura brasileira, o ocorrido aqui é que todos os limites são quebrados. O medo e o desespero são explorados ao máximo nas cenas forjadas. O objetivo é o criar um humor negro e infeliz. Situações como se molhar de lama uma pessoa que supostamente estaria indo trabalhar são normais. A inconsequência, mesmo que simulada é premiada com as risadas e o ibope garantido pela grande massa. Institucionaliza-se o escárnio máximo por qualquer sentimento altruísta, isso é de respeito à pessoa da pressuposta vítima.
É preciso lembrar que mesmo que se trate de uma falsa vítima, ainda assim há uma imagem humana sendo atacada. Tal ataque, ao invés de ser combatido por uma inexistente bondade da turba é até incentivado pela aceitação indiscriminada do suposto mal provocado a um ser humano. A certeza de que se trata de uma brincadeira sem maiores consequências não redime, não elide a maldade que permeia os sentimentos de quem saboreia esse tipo de entretenimento.
Implicitamente, o próprio telespectador já sabe que se trata de situação falsa. Apesar disso, o escárnio com o sofrimento e o desespero com o outro não deixa de ser verdadeiro. As supostas vítimas realmente parecem agredidas e totalmente envolvidas pelas situações absurdas a que são submetidas. A população, todavia, apenas se conforma com a “possibilidade” de que a cena possa ser real sem que haja um questionamento maior sobre ser verdade ou não o que está acontecendo.
O que impera é o lucro obtido e a manipulação consentida da população pela media. A audiência aproveita e se diverte com a baixaria. Os patrocinadores, quase sempre fornecedores de produtos de qualidade duvidosa, se regozijam com a efetividade dos gastos feitos em publicidade. E o círculo vicioso da falta de compromisso com algum censo de melhoria das condições culturais da população vai se eternizando.
O problema maior é que se vai convivendo, aceitando e rindo do sofrimento do outro e banalizando a violência. Trata-se de um verdadeiro resquício dos jogos da Roma antiga onde se jogavam os cristão aos leões ou onde os gladiadores se esfalfavam. A consequência lógica é que a violência verdadeira, a do tráfico, dos assaltos e dos noticiários policiais também passa a ser vista de maneira natural e passa a não invocar uma postura de repúdio importante para garantia da própria sobrevivência da espécie.
A ideia seria fazer humor. A fórmula já é velha conhecida de sucessos internacionais como o decano “Candid Camera”(Câmera docinha, numa tradução muito mal aproximada ) dos Estados Unidos e no canadense “Just for laugh” (só para rir): Um pouco de armação, uns atores pregando uns pequenos sustos nas pessoas e umas boas risadas como produto final. A fórmula não varia muito e o humor se faz tanto pela supresa das “vítimas” quanto pelas situações surreais que propõem. Neste último caso um exemplo soberbo pode ser encontrado em www.youtube.com.br com as palavras para busca: pink+ elephant+ prank.
Esses programas geralmente são de fácil intelecção e não necessitam na maior parte das vezes de que se faça a tradução ou dublagem. A linguagem gestual e baseada em imagens e cenários criam fazem uma comunicação fácil e possível de veiculação até mesmo em vôos internacionais e outras situações em que o mais importante seja a pantomima, a brincadeira desinteressada e feliz. Essas atrações geralmente não acrescentam informações à cultura de quem as vê e não possuem conteúdo heurístico, isso é, capacidade de ensinar alguma coisa. Por outro lado, também não pecam por disseminar maus sentimentos ou mesmo regurgitá-los e pulverizá-los sobre a massa que tem acesso a tais programas.
Infelizmente, devido a um complexo formado por imundícies culturais que atacam a cultura brasileira, o ocorrido aqui é que todos os limites são quebrados. O medo e o desespero são explorados ao máximo nas cenas forjadas. O objetivo é o criar um humor negro e infeliz. Situações como se molhar de lama uma pessoa que supostamente estaria indo trabalhar são normais. A inconsequência, mesmo que simulada é premiada com as risadas e o ibope garantido pela grande massa. Institucionaliza-se o escárnio máximo por qualquer sentimento altruísta, isso é de respeito à pessoa da pressuposta vítima.
É preciso lembrar que mesmo que se trate de uma falsa vítima, ainda assim há uma imagem humana sendo atacada. Tal ataque, ao invés de ser combatido por uma inexistente bondade da turba é até incentivado pela aceitação indiscriminada do suposto mal provocado a um ser humano. A certeza de que se trata de uma brincadeira sem maiores consequências não redime, não elide a maldade que permeia os sentimentos de quem saboreia esse tipo de entretenimento.
Implicitamente, o próprio telespectador já sabe que se trata de situação falsa. Apesar disso, o escárnio com o sofrimento e o desespero com o outro não deixa de ser verdadeiro. As supostas vítimas realmente parecem agredidas e totalmente envolvidas pelas situações absurdas a que são submetidas. A população, todavia, apenas se conforma com a “possibilidade” de que a cena possa ser real sem que haja um questionamento maior sobre ser verdade ou não o que está acontecendo.
O que impera é o lucro obtido e a manipulação consentida da população pela media. A audiência aproveita e se diverte com a baixaria. Os patrocinadores, quase sempre fornecedores de produtos de qualidade duvidosa, se regozijam com a efetividade dos gastos feitos em publicidade. E o círculo vicioso da falta de compromisso com algum censo de melhoria das condições culturais da população vai se eternizando.
O problema maior é que se vai convivendo, aceitando e rindo do sofrimento do outro e banalizando a violência. Trata-se de um verdadeiro resquício dos jogos da Roma antiga onde se jogavam os cristão aos leões ou onde os gladiadores se esfalfavam. A consequência lógica é que a violência verdadeira, a do tráfico, dos assaltos e dos noticiários policiais também passa a ser vista de maneira natural e passa a não invocar uma postura de repúdio importante para garantia da própria sobrevivência da espécie.
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Deixe as pessoas serem, mas fique de olho...
O melhor é deixar as pessoas serem o que quiserem e observá-las. As manifestações boas ou ruins de comportamento daqueles que estão próximos são muito importantes para que se possa perceber ou pelo menos imaginar o que esperar delas. Manifestações negativas como as agressões, mesmo que verbais, ou o desprezo pelas pessoas humildes são um bom sinal de que se deve buscar o afastamento. Por outro lado a humildade ou a pena de si mesmo ou ainda a falta de objetividade devem ser igualmente observadas e seguidas com zelo pois também podem guardar surpresas desagradáveis.
O tempo todo, perceba-se ou não, as pessoas trocam mensagens não verbais entre si. É o que está escrito no livro O Corpo Fala e é o que se vai percebendo ao longo da vida. É importante então tentar desvendar esses códigos de mensagens não verbais e combiná-las com o que se ouve e vê das pessoas para se precaver de situações desagradáveis.
Exemplo é o caso em que as pessoas avançam na idade e não modificam certos comportamentos e até pioram. O alto nível de exigência com os outros, o exagero até o nível da imbecilidade no politicamente correto ou a pura rabugice, com reclamações o tempo todo, tendem muito a piorar caso o cidadão não seja capaz de fazer uma boa autocrítica. Então é melhor se precaver e tentar detectar os sintomas quanto mais cedo possível. Quanto mais cedo se fizer isso, menor a possibilidade de se ter aprofundado os níveis de compromisso e melhores são as perspectivas de conseguir um necessário afastamento daquele indivíduo.
Também é importante fazer uma análise do custo benefício de estar perto daquela pessoa. Principalmente nas relações profissionais um defeito pode ser superado por uma qualidade importante. Então aquela a propensão a ser desagradável pode ser superada pelos resultados positivos alcançados.
Ana Beatriz Barbosa Silva ensina em “Mentes Perigosas” que atitudes como não dar pela existência dos porteiros, faxineiros e outros auxiliares do dia a dia não é um bom sinal sobre a saúde mental da pessoa. Se um fato tão pacífico quanto a incapacidade de dar um bom dia já é indício da possibilidade de um comportamento criminoso, pior ainda será uma agressão propriamente dita, verbal, ou pior ainda, tendendo às vias de fato. Neste caso os sinais, ou apenas um sinal muito marcante, são claros de que a pessoa deve ser evitada. Na impossibilidade do afastamento imediato o seu comportamento deve ser observado constantemente. O objetivo é identificar um risco qualquer de progressão na incapacidade de se relacionar pacificamente com as pessoas.
Há outros casos, porém, de pessoas que gostam de se humilhar, de se rebaixar constantemente e de serem iguais a todo mundo em acessos de altruísmo. Há também pessoas que sentem muita pena de si próprio e reclamam o tempo todo das dificuldades que ela mesma procurou. Isto pode ser um sinal ruim a respeito da pessoa pois pode indicar que a sua “carga” deverá ser dividida em algum momento com alguém. Isso pode acontecer até com um simples desabafo rebugento numa rede social ou numa expressão suave e contaminadora de tristeza com que você a encontra em certos dias.
Nem os bichos têm pena de si mesmos como disse o poeta americano D. H. Lawrence: “I never saw a wild thing sorry for itself. A small bird will drop frozen dead from a bough without ever having felt sorry for itself. “ –: “Eu nunca vi uma coisa selvagem com pena de si mesmo. Um pequeno pássaro cairá congelado e morto de um galho sem nunca ter sentido pena de si mesmo”.
Renato Russo escreveu em Teatro dos Vampiros: “Comparamos nossas vidas... E mesmo assim não tenho pena de ninguém...”. Um dos motivos pelos quais ele pode ter escrito isto é, por exemplo, para afirmar que as pessoas são responsáveis por si mesmas e que seria muita pretensão de qualquer outro achar que pode resolver, mesmo que parcialmente, os problemas de outro.
Essas considerações sobre autopiedade, baixa auto-estima mostram que essas posturas devem ser sinais de que a pessoa deve ser evitada. Mais cedo ou mais tarde ela tentará dividir o fardo dela com alguém ou cobrar um preço pelo excesso de auto-imolação. Existe ainda o constante aborrecimento com a postura chorosa da pessoa que age desse modo.
Outro porém sobre esses comportamentos é a falta de objetividade. Ao perder tempo ao ter pena de si mesma a pessoa demonstra que não tem compromisso total com os resultados. Quem mantém o foco constante em um determinado objetivo não perde tempo com lamúrias que não vão levar a nada.
Claro que para se buscar a justiça é importante lembrar da frase de Freud, citada ainda no livro O Corpo Fala: “Às vezes um charuto é só um charuto”. Nem tudo que acontece a uma pessoa, ou um de seus atos isoladamente, ou uma palavra dita num contexto em que não se sabe o que lhe vai por dentro deve ser usado para formar uma opinião definitiva a respeito dela. Os sentimentos em geral são muito complexos, a diversidade de coisas que podem estar acontecendo na vida de uma pessoa e que não são de conhecimento de um espectador, por mais próximo que seja, não permitem que se forme posicionamentos a partir de uma observação ou outra.
O que cabe, sim, é procurar consistência nos comportamentos negativos. Estabelece-se uma ideia de tempo ao final do qual já se pensa que será possível firmar posição sobre tais fatos. Deve-se ponderar então se vale a pena continuar os contatos com o indivíduo em questão. Em seguida assume-se a responsabilidade pelas consequências futuras de manter o relacionamento. Isso é um bom exemplo do que vem a ser maturidade.
O tempo todo, perceba-se ou não, as pessoas trocam mensagens não verbais entre si. É o que está escrito no livro O Corpo Fala e é o que se vai percebendo ao longo da vida. É importante então tentar desvendar esses códigos de mensagens não verbais e combiná-las com o que se ouve e vê das pessoas para se precaver de situações desagradáveis.
Exemplo é o caso em que as pessoas avançam na idade e não modificam certos comportamentos e até pioram. O alto nível de exigência com os outros, o exagero até o nível da imbecilidade no politicamente correto ou a pura rabugice, com reclamações o tempo todo, tendem muito a piorar caso o cidadão não seja capaz de fazer uma boa autocrítica. Então é melhor se precaver e tentar detectar os sintomas quanto mais cedo possível. Quanto mais cedo se fizer isso, menor a possibilidade de se ter aprofundado os níveis de compromisso e melhores são as perspectivas de conseguir um necessário afastamento daquele indivíduo.
Também é importante fazer uma análise do custo benefício de estar perto daquela pessoa. Principalmente nas relações profissionais um defeito pode ser superado por uma qualidade importante. Então aquela a propensão a ser desagradável pode ser superada pelos resultados positivos alcançados.
Ana Beatriz Barbosa Silva ensina em “Mentes Perigosas” que atitudes como não dar pela existência dos porteiros, faxineiros e outros auxiliares do dia a dia não é um bom sinal sobre a saúde mental da pessoa. Se um fato tão pacífico quanto a incapacidade de dar um bom dia já é indício da possibilidade de um comportamento criminoso, pior ainda será uma agressão propriamente dita, verbal, ou pior ainda, tendendo às vias de fato. Neste caso os sinais, ou apenas um sinal muito marcante, são claros de que a pessoa deve ser evitada. Na impossibilidade do afastamento imediato o seu comportamento deve ser observado constantemente. O objetivo é identificar um risco qualquer de progressão na incapacidade de se relacionar pacificamente com as pessoas.
Há outros casos, porém, de pessoas que gostam de se humilhar, de se rebaixar constantemente e de serem iguais a todo mundo em acessos de altruísmo. Há também pessoas que sentem muita pena de si próprio e reclamam o tempo todo das dificuldades que ela mesma procurou. Isto pode ser um sinal ruim a respeito da pessoa pois pode indicar que a sua “carga” deverá ser dividida em algum momento com alguém. Isso pode acontecer até com um simples desabafo rebugento numa rede social ou numa expressão suave e contaminadora de tristeza com que você a encontra em certos dias.
Nem os bichos têm pena de si mesmos como disse o poeta americano D. H. Lawrence: “I never saw a wild thing sorry for itself. A small bird will drop frozen dead from a bough without ever having felt sorry for itself. “ –: “Eu nunca vi uma coisa selvagem com pena de si mesmo. Um pequeno pássaro cairá congelado e morto de um galho sem nunca ter sentido pena de si mesmo”.
Renato Russo escreveu em Teatro dos Vampiros: “Comparamos nossas vidas... E mesmo assim não tenho pena de ninguém...”. Um dos motivos pelos quais ele pode ter escrito isto é, por exemplo, para afirmar que as pessoas são responsáveis por si mesmas e que seria muita pretensão de qualquer outro achar que pode resolver, mesmo que parcialmente, os problemas de outro.
Essas considerações sobre autopiedade, baixa auto-estima mostram que essas posturas devem ser sinais de que a pessoa deve ser evitada. Mais cedo ou mais tarde ela tentará dividir o fardo dela com alguém ou cobrar um preço pelo excesso de auto-imolação. Existe ainda o constante aborrecimento com a postura chorosa da pessoa que age desse modo.
Outro porém sobre esses comportamentos é a falta de objetividade. Ao perder tempo ao ter pena de si mesma a pessoa demonstra que não tem compromisso total com os resultados. Quem mantém o foco constante em um determinado objetivo não perde tempo com lamúrias que não vão levar a nada.
Claro que para se buscar a justiça é importante lembrar da frase de Freud, citada ainda no livro O Corpo Fala: “Às vezes um charuto é só um charuto”. Nem tudo que acontece a uma pessoa, ou um de seus atos isoladamente, ou uma palavra dita num contexto em que não se sabe o que lhe vai por dentro deve ser usado para formar uma opinião definitiva a respeito dela. Os sentimentos em geral são muito complexos, a diversidade de coisas que podem estar acontecendo na vida de uma pessoa e que não são de conhecimento de um espectador, por mais próximo que seja, não permitem que se forme posicionamentos a partir de uma observação ou outra.
O que cabe, sim, é procurar consistência nos comportamentos negativos. Estabelece-se uma ideia de tempo ao final do qual já se pensa que será possível firmar posição sobre tais fatos. Deve-se ponderar então se vale a pena continuar os contatos com o indivíduo em questão. Em seguida assume-se a responsabilidade pelas consequências futuras de manter o relacionamento. Isso é um bom exemplo do que vem a ser maturidade.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Shyness, stupidity or affectation
Sometimes it is very difficult to differentiate shyness, stupidity and affectation. Each of these characteristics imposes constraints different to all of us and still can make quite difficult the relationships even professionals.
Shyness is usually the most acceptable of all. One must forgive in others what affects everyone to a greater or lesser degree. But it must be noted that this is unacceptable in certain situations. This is the case of crew leaders or people whose contact with the public is required as police and public servants in general.The stupidity here is treated as the limitation intellectual even. It may be general, in which case that, the victimized people usually can not reach positions and responsibilities that require meshing ability. It can also be specific and relates only one skill in particular. It is the case of very capable professionals in their respective areas but who never knew how to develop the skills of empathy, negotiation and general communication.
Affectation is probably the most difficult to accept. It may stem from a feeling of superiority. Always involves a lack of connection with reality and with the minimal features necessary for good relationships. Either way, the sense of the ridiculous and will of interact and the respect for the space of others, not attacking the others, have been harmed.
Much of the time, what happens is a mixture of these characteristics. The most important is that the set produced not impossible relationships, and even worse, impossible to achieve common results.
Timidity, stupidity or affectation. It's always hard to know what is happening when someone has difficulty of empathy, participation or just seems "rude". All people have some degree of these characteristics. It is important to overcome these limitations so that they can achieve the desired results. You can hit most of the activities carried out, but at one time or another failure in the pursuit of negotiation, interacting, respect each other.
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