quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Inteligência ajuda, persistência define


       Como é que ele se deu bem no vestibular!
        Fulano passou em um concurso...
        Não é que ela acabou fazendo a maratona, mesmo!?
        A casa foi mais difícil de comprar mas acabou dando certo...
        O que será que realmente define a capacidade de uma pessoa de alcançar bons resultados?
         Alguma inteligência superior?
         As condições que lhe são dadas para tentar alcançar seus objetivos?
         A ajuda de pais conscientes que sabem cobrar na hora certa e ajudar quando for necessário?
         A presença de um amigo ou um relacionamento que o incentivem sempre a melhorar e obter o máximo da vida? 
         Não é muito difícil de perceber que todas essas coisas são importantes. Mas nenhuma é definitiva.
A inteligência pode não contribuir tanto, mas a pessoa pode se superar com a boa vontade e esforço continuado.
As condições podem não ser as ideais numa determinada etapa da vida, mas, com esforço, pode-se, mesmo devagarinho, ir conseguindo vencer etapas e mais etapas e então em em algum momento da vida acaba-se alcançando o ambiente correto para estudar, trabalhar e batalhar pelos seus objetivos.
          Em relação aos pais,  pode acontecer de que, apesar da boa vontade não tenham conhecimento ou comportamento que incentive a tentativa dos filhos de buscar bons resultados. Ainda pesam o medo de estar forçando demais, a tentativa de ser o mais agradável possível e a vontade de manter o clima de casa sempre agradável.
         Os relacionamentos são sempre um mistério. Incentivam algumas qualidades e prejudicam outras. Um bom amigo que seja muito boêmio não é incentivo para dedicação a estudo e treinos. Um namoro pode acontecer da maneira errada e mesmo na hora errada e prejudicar a concentração e despender um tempo maior que o aceitável. Em geral, os bons relacionamentos são aqueles que fazem a pessoa querer ser melhor, querer se desenvolver. Tudo isso dentro de suas condições e de acordo com sua capacidade.
         Tudo que foi citado acima influencia em menor ou maior grau a capacidade de obter resultados que uma pessoa tem. Cabe a cada um descobrir os seus pontos fracos e tentar se livrar dos aspectos negativos. Um bom amigo que faz convites em hora errada pode ser avisado de que está sendo inconveniente. Se for amigo mesmo, tentará ser o primeiro a compreender. Nos relacionamentos é praticamente a mesma coisa.
         As pessoas que convivem com quem busca resultados especiais devem ser compreensivas quanto à sua limitação temporária em relação a participar de todas as atividades. Pouco a pouco, com maior ou menor esforço quem se esforça por um objetivo acaba descobrindo um meio de organizar as coisas a seu favor. É a velha máxima "Onde existe uma vontade, existe um caminho".         
        Mas o que realmente vai pesar mais que tudo isso é justamente essa capacidade de se fixar em um objetivo e segui-lo. Manter o foco. PERSISTIR. Todas as outras atividades são auxiliares. As pessoas ao redor não devem ser desprezadas, mas avisadas de que sua participação é importante no processo. E que, principalmente, todos podem ganhar com os resultados obtidos. Quem se opor a esse processo, passando por cima dos objetivos pessoais do companheiro deve estar consciente de sua responsabilidade pelo futuro do outro e o próprio.
         Tratados dessa forma, objetivos como completar uma maratona ou fazer uma viagem poderiam ser considerados menores. Como não influenciariam, supostamente, a carreira e a vida dos envolvidos talvez fosse o caso de não se envidarem tantos esforços para serem atingidos. Mas na mente de quem se propõe a fazer essas coisas a meta a atingir pode ser tão importante quanto. E os demais devem respeitar tanto quanto possível as decisões e as vontades daqueles de quem julgam gostar. 
         O medo de não conseguir deve ser relevado pela ideia de que vai se continuar tentando e tentando e tentando, sempre. Perseverança é a palavra certa para quem quer alcançar melhores resultados. Até por ser uma grande arma para espantar o medo. A certeza de que o resultado vai ser alcançado de alguma forma é muito importante. De alguma maneira, o esforço despendido acaba sendo aproveitado.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Pode não gostar, mas é bom...

         Época de carnaval...
         Coisa extremamente chata, repetitiva...
         As mesmas fantasias, os mesmos adereços, as mesmas músicas de letras paupérrimas...
         Novamente as mesmas estradas cheias, as mortes de sempre, foliões se engalfinhando... Bêbados se esfalfando e se destruindo no álcool... E mais e mais violência...
         Mas como são extraordinários e bonitos os resultados!
        Pode ser o visual de uma passarela do samba com sua riqueza máxima no Rio de Janeiro ou São Paulo...
        Pode ser a alegria de uma família que se reencontra ou um bando de amigos que brincam no bloco da esquina...
        Pode ser o sossego de quem se esconde de tudo e curte um fogão de lenha e o barulho da cachoeira...
        Importante é tentar ver a verdade disso tudo...
        Há verdades diferentes para cada ser humano. As verdades de cada um, que não impedem as dos outros de serem o que são, fazem parte dessas pessoas e de tudo que o mundo significa para elas.
        Negar a beleza dessas verdades é ignorar o mágico que existe em cada possibilidade, em cada ser humano...
         Continuar a negar é perder o bonde da concordância, da paz e da bondade. Não a bondade solidária e altruísta. Não! Mas a bondade que permite o novo, o diferente, o mais rico e o mais belo SEGUNDO A CONCEPÇÃO DE CADA UM...
         Outra vez o objetivo e o subjetivo brigam para serem assimilados.
         As escolas de Samba são escolas de organização também. Milhares de pessoas, água, banheiros ou a inexistência deles, roupas, socorro em caso de necessidade. Controlar harmonia, evolução, tempo disso, tempo daquilo. Tudo exige uma capacidade de se organizar que poderia dar inveja a muitas multinacionais por ai.
         Por um trio elétrico na rua, com som alto e grandes geradores, administrar os recursos financeiros, negociar contratos e agendar os compromissos também não deve ser uma coisa fácil.
        Mas apesar disso tudo, alguém pode não se sentir à vontade com os barulhos altos, com o desgaste físico ou com as noites sem dormir. Também podem ser questionados os pobres valores culturais envolvidos, a falta de engajamento político e até a alienação partidária.
         Mas não se pode negar a capacidade de realizar dessas pessoas. Não se pode questionar os resultados estéticos ou seja a beleza e a força de uma escola entrando e ocupando toda a visão possível dentro de um sambódromo, por exemplo. E não se pode questionar a beleza das passistas, ainda que, por motivos religiosos, se lhes quisessem ver mais vestidas...
         Por outro lado, o folião também há de querer seus momentos de sossego. A volta ao lar e à família que é o objetivo de muitos no feriadão do carnaval pode ser desejo compartilhado por muitos em algum momento de suas vidas.
          O amor pela natureza e pelas coisas simples já foi até tema de carnavais. Prova de que é visível ao carnavalesco que haja outros modos de se curtir esses momentos e que sejam diferentes daqueles que lhe parecem ideais.
         Com um pouco de esforço todos podem buscar algo a ser respeitado no outro. Isso pode acontecer por empatia, colocando-se no lugar dele. Pode também acontecer por respeito à grande capacidade de realização, que aqui se procura demonstrar.
         Ganham mais com o carnaval todos aqueles que sabem aceitar e curtir todas as possibilidades, apesar de escolher a sua predileta e dela usufruir. Ganha mais ainda quem sabe se mirar nesses exemplos de diversidade e extrapolar o que está vendo para outras situações de sua vida. Pequeno seria o mundo se todos optassem somente pelos desejos da maioria. Não há escolhas totalmente sábias ou totalmente idiotas para se posicionar sobre algo. O importante é respeitar a diversidade e aprender com ela, a aprender sempre!


O silêncio mata!!! Não ouvir, não observar é pior ainda...

Um motorista cochilou e bateu o carro. Levou mais quatro com ele.
Certamente nenhum dos mortos tentava conversar com ele naquele momento.
Um funcionário novato do supermercado empilhou muitas caixas de pão e elas caíram sobre uma criança de colo. Será que alguém já o havia avisado do perigo? Será que ele aprendeu a lição para não mais errar?
Certamente ninguém falou com o funcionário que ele não devia fazer uma pilha tão grande.
As crianças mortas na boite. A muitas delas nunca foi dito que havia perigo. Muitas outras jamais ouviram quando lhes disseram isso.
Falar, e ouvir. Dividir, compartilhar mas também saber receber, prestar atenção, mirar-se nos bons exemplos.
Essa interação é que move o mundo para a frente. Mesmo que seja bem devagar.
E é o que acontece o tempo todo. O problema é que a maior parte é perdida pois não há treinamento para se observar e APREENDER o que se está percebendo.
Um carro desgovernado poderia ter sido visto bem antes pelas pessoas que estavam no ponto. Fones de ouvido, celulares, conversas sem nenhuma atenção ao que acontecia em volta. Um pouco de atenção a mais pode facilmente compensar uma dessas distrações. Mas é necessário prestar atenção.
Ouvir, falar, transmitir, receber, observar. Mantras poderiam ser feitos a respeito. Ligar-se no mundo e vivê-lo. Os motivos são muitos. Absorver experiências, se aprimorar. Isso também é tomar cuidado e se proteger. Mas também é uma forma de obter vantagens competitivas.
Vive mais quem mais observa. Vive mais quem mais aprende. Vive mais quem mais interage, respeitando os próprios limites. A vida fica mais rica. A pessoa fica mais rica ao procurar absorver o mundo que a cerca e o máximo das informações oferecidas.
Como acréscimo, vem o zelo pessoal. Prestando atenção à sua volta não só se aprende mais, se desenvolve mais e, automaticamente, a pessoa cuida de si mesmo e dos outros. Estando ligados nos barulhos, imagens, o povo à sua volta, nos veículos e tudo mais o indivíduo se protege de surpresas desagradáveis. Todo o grupo lucra devido à atenção que é dada aos detalhes, aos veículos, ao clima, ao solo e a todo estímulo por alguém mais avisado.
Do ponto de vista competitivo é fácil visualizar os lucros de ser observador. O vestibulando que tem por costume ver um jornal televisionado tem muito maior chance de sucesso que aquele que brincava de skate ou até mesmo estudava naquela hora perdendo a oportunidade de aprender conhecimentos gerais. A senhora que, sentada no ponto de ônibus, não fica de costas para o tráfego tem uma chance muito maior de conseguir se defender de um acidente.
É necessário observar o máximo possível. Prestar atenção em tudo que for possível. Conversar com o máximo de pessoas não é um favor a elas. Aprende-se mais, vive-se mais. Ganha-se mais em segurança e informações. Ganha-se mais da vida.



Eleições e política - poucas palavras

Quanto a eleições e política em geral, o melhor seria não gastar muito tempo com isso. Na maior parte das vezes os candidatos são eleitos pelo carisma que tem e a lábia que possuem para enganar seus eleitores.  Quem elege os candidatos é a massa, ou seja, a enorme maioria que abandonou a escola e que não tem a mínima condição de julgar o que pode ser bom e ruim em uma pessoa. O melhor mesmo, nessa bagunça, é se precaver contra perseguições ou outras situações desagradáveis devido ao posicionamento político.

Os  candidatos  não são escolhidos pelo aprendizado que tiveram. O currículo tanto escolar quanto de trabalho não tem quase peso nenhum para alterar a escolha de quem vai governar ou representar um povo. Vence o mais falador, que tenha melhor aparência ou aquele com que o povo mais se identificou. Não importa o que ele já tenha aprontado.
Exemplos: Fernando Collor foi eleito com 35 milhões de votos para presidente. Pergunte-se a qualquer senhora o que ela achava da aparência física dele e se isso não pode ter interferido. Por outro lado, em Brasília, uma vez, um candidato aparentemente analfabeto concorria com Cristóvão Buarque para uma eleição. Depois de ser arrebentado no debate pelo concorrente, fez-se de vítima e angariou simpatia do povo. Comentário das copeiras no ministério, no dia seguinte: Tadinho do seu "fulano", um homem tão bom sendo humilhado por aquele metido. Ainda pesou a favor do "tadinho" o fato de que prometeu lotes à vontade, caso fosse eleito.
O direito de todos a votar se chama sufrágio universal. Em um estado de democracia e principalmente num país que sofreu anos de regime militar não há espaço para discutir tal direito. Então todos votam. Mas ninguém é obrigado a sequer ler a constituição para saber o que é o Estado. Para dirigir é necessário uma carteira de motorista. Mas para ser eleitor não é necessário nem ler. A "colinha" dos números é um costume antigo e que não foi abandonado nem mesmo na era da informática.
O caso é que não há senso crítico na avaliação dos candidatos. As políticas públicas, em sua esmagadora maioria, são traçadas sempre com o objetivo de atender o quesito da "visibilidade". Quanto mais se fizer pelo povo sem se cobrar nada, melhor será o resultado nas urnas. Enquanto isso, nos pequenos povoados do interior e nas comunidades se perpetuam as gerações e mais gerações de pessoas inertes que vivem à mercê dos programas assistencialistas e das benesses que o serviço público se obriga a lhes propiciar. Quem paga por isso é o cidadão de classe média que paga os impostos direta ou indiretamente, todos os dias. Impostos pagos diretamente, numa linguagem bem simples, são aqueles que o dinheiro sai direto do bolso do contribuinte para o caixa do governo: IPTU, IPVA e Imposto de Renda. Indiretamente, porém, são pagos ICMS, IPI ou outros similares em cada pãozinho, em um quilo de fubá, no custo de uma folha de caderno e em quase tudo que se necessitar no dia a dia.

O importante nisso tudo é ver que alguns cidadãos conseguem estar acima de todos os problemas. A classe média e mesmo a classe que lhe vem logo abaixo tem sobrevivido a isso tudo. Os obstáculos aparecem e os pequenos empresários os vão contornando. Mais um imposto aqui, mais uma taxa ali, e mais 500 folhas de novos documentos que são necessários ali. Nada abate definitivamente a força que tange o pequeno empresariado, os funcionários públicos e outros prestadores de serviço entre os quais se incluem os professores, por exemplo.
Apesar de as escolhas não serem as ideais, de os eleitores e muito menos os eleitos não serem tão escolhidos quanto poderiam, ainda há esperança. Essa bagunça tem sido desse jeito há muitos anos e para mudar ainda vai demorar muito. Os valores em geral vão sendo mudados e com eles as formas de manipulação da opinião pública e as ofertas para que se acredite que algo novo e realmente honesto vai surgir.
É importante não se abater por isso e mais ainda, não se deixar levar pela falta de caráter quase generalizado. O mistério é descobrir formas de contornar a incompetência, a má vontade e todos os outros valores ruins e ainda assim se dar bem, no bom sentido da palavra. E é importante refletir de vez em quando, no que está acontecendo para se manter protegido. E ter uma opinião, um senso crítico, enquanto ele não é proibido.
Por enquanto não começaram a matar ninguém por avisar os outros, não. Por enquanto.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Corra Lola! para ser a ponte...

         A busca de informações sobre Freud para escrever um texto revelou um blog chamado “Escreva Lola, Escreva”. De forma bem provocativa, mas com um texto bem construído e uma argumentação razoável a moça que o escreve generaliza os homens com o termo “mascus”. Não fica claro se ela deixa qualquer exceção. Também não foi possível ficar lendo mais coisas dela, por falta de tempo e por que não ser sincero, por falta de vontade, também
        O nome do Blog é uma brincadeira com “Corra Lola, Corra”, nome de um filme excelente, um verdadeiro clip musical de longa duração dirigido por Tom Tykwer e que movimentou bastante gente no seu lançamento.
         Em relação ao conteúdo,  como se pode ver no blog, (a pesquisar) a autora mostra alguns posicionamentos masculinos que ela captou na internet e que ela considera fracos e até ridículos. A leitura do texto principal e dos comentários suscitou a ideia de elaborar um comentário que foi colocado na página e está aguardando aprovação.
         Os comentários lançados por outros leitores estão repletos de comparações, ataques verbais e outros sentimentos menores e que raramente acrescentam fatos novos à discussão.
         A questão mais interessante, entretanto, seria inclusive, se vale a pena discutir assuntos já velhos e repetidos. Principalmente para quem já pensa um pouco mais e principalmente para quem tem um pouco mais de experiência de vida - modo eufêmico de falar dos quarentões. Já não seria o caso de algumas pessoas haverem superado essas coisas e tentarem ver que é nas diferenças que estão a riqueza de possibilidades do ser humano? E que o importante é educar o caráter, procurar razão nas coisas, ter metas definidas a exemplo de dar uma boa educação e uma boa índole aos filhos e por aí vai?
         As brigas que tem um fim em si mesmas são apenas perda de tempo e se transformam em circo. Circo sim,  pois muitos que estão de fora se aproveitam para se divertir com os embates que, no final, vão ser cansativos para todos. Até para o vencedor, se o houver.
         Pela leitura do comentário talvez seja possível entender o posicionamento que se tentou demonstrar.
         Segue:
“Bom Dia! Hoje estava procurando algo sobre Freud para escrever sobre amor romântico e sexo e achei esse o blog “Escreva Lola, Escreva”
Oh Lola, eu acho que mais importante é não fomentar o atrito. Ele já existe e sempre vai existir.
Não é exatamente o seu caso, mas para que procurar comparações, ataques verbais e realçar exatamente o que há de ruim?
Essa capacidade toda de escrever e de pensar as situações que a gente vê nos comentários, por exemplo e em alguns outros textos, poderia ser MUITO mais eficaz se fosse direcionada para entender o que causa essas diferenças todas.
Nós somos o resultado de anos e anos de vivências, de memórias que vão ficando e não, as coisas não vão mudar muito rápido por causa de posicionamentos radicais.
Arte muito bonita e na qual as mulheres têm maestria branca é a de convencer as pessoas de que uma determinada coisa é boa para elas. É possível fazer com que a pessoa decida que tal coisa é boa, sem confrontá-la de forma nenhuma. E todos nós podemos fazer isso devagarinho.
O fiel da balança é o BEM ESTAR, a busca da felicidade conquistada e a educação do caráter como diria Nietzsche. Sem isso como meta, nós ficamos perdidos e a luta, o embate, vira um fim em si mesmo...
No mais, Felicidades para Você e seus leitores. Gostei muito de escrever essas coisas e vou adaptar para o meu blog. VAMOS SER A PONTE”

         Intuitivamente, muita gente já vive essa constatação no seu dia a dia: As brigas, o posicionamento machista ou feminista não demonstraram ser muito produtivos. O que provou ser bom mesmo é o carinho com que se fazem as coisas, a alegria de interagir e mostrar às pessoas o seu lado bom e junto com elas, e não contra realizar coisas. O importante é obter os resultados desejados.
         Homem ou mulher, muitos aprenderam se calar quando o problema é realçar os pontos ruins de cada um. Como dito antes, nas diferenças, no reforço contínuo das boas características é que está a maior riqueza de possibilidades para o ser humano. Sejamos a ponte para o homem depois do homem – Nietzsche. Não  um muro.
Obs.: Relendo o texto do comentário depois de mandado sempre aparecem detalhes que poderiam ter sido melhorados. Mas o caso aqui é o de mostrar exatamente o que foi posto no blog.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Filosofia de escravo e filosofia de senhor – Questão de bom senso


      Nietzsche dividiu as forma de pensar do ser humano em pelo menos dois ramos.  
      Uma é da pessoa que precisa de um guia. É o “escravo”. Ela está determinada a ser obediente sempre e a cumprir tudo aquilo que lhe for mandado. Todas as convenções da sociedade também funcionam para este tipo de pessoa como se fossem verdadeiras ordens. Para esses casos não são necessários nem exemplos. A maioria das pessoas tem um pouco disso em maior ou menor grau.
      Do outro lado aparece a forma de pensar do patrão. O mundo gira ao seu redor. Todos lhe são devedores. As regras são feitas para ele e escolhe sempre aquelas que vai obedecer. A humanidade nas outras pessoas não existe. O importante são as metas.
      É o tipo mais fácil de exemplificar: a grande maioria de patrões e empresários que tripudiam de seus empregados. Em seus carros, geralmente os maiores, não podem fazer uma cortesia sequer. Não se preocupam em respeitar normas básicas de trânsito a não ser por medo da perda financeira com a multa. Os outros seres humanos estão a seu dispor para obterem o melhor de tudo. O fato de terem que cumprimentar alguém já lhes causa asco ou somente é feito quando há interesse envolvido. Costumam perder muitas oportunidades de fazerem amigos bons ou grandes negócios por serem altamente “seletivos”.
      O interessante dessa questão é que, apesar de tudo, não há um lado certo para escolher. Há apenas a maneira certa e o momento de usar cada forma de pensar. Como disse Aristóteles, “a virtude está no meio”, cabe usar o bom senso. Um bom crivo a ser utilizado na escolha dos posicionamentos é o respeito à humanidade das pessoas. Ou pelo menos ao seu bem estar.
      O respeito absoluto às regras, às convenções e mesmo às leis já causou muitas tragédias por aí. Veja o caso do Povo Alemão na Segunda Guerra. Se não foram as piores vítimas foram, com certeza as primeiras e as últimas do nazismo. Tudo pela obediência excessiva e a falta de questionamento do que estava sendo feito com seu próprio povo. Extrema necessidade de um guia, literalmente, em alemão "Führer”, e o tiveram. Aos burocratas inveterados e idiotizados pelo poder não poderia ser dado presente maior que uma devoção dessas. Os políticos amariam.
       Por outro lado, em nível coletivo, o pensamento de patrão tem suas vantagens. Empresários altamente condescendentes não conseguem manter os negócios funcionando. Distribuem vantagens demais. Não negociam as melhores condições para a empresa e acabam destruindo-a. E junto se vão os empregos e a estabilidade da própria família de seus empregados. Neste caso, mesmo que sua dureza resulte em falta de humanidade, ele se torna quase que literalmente, um mero objeto de obtenção das necessidades da sociedade. 
      Em nível individual um pouco de coragem para quebrar regras é importante. As leis são feitas seguindo interesses diversos. Muitas delas não representam a vontade e nem o estágio de desenvolvimento da sociedade que elegeu os seus criadores. Ao tentar seguir inquestionavelmente quaisquer normas, o cidadão vai acabar descobrindo que não lhe sobrará recursos para realizar devidamente o que quer de sua vida. Mesmo na vida social algumas normas e convenções devem ser necessariamente quebradas para que se possa obter algum equilíbrio.
      Decididamente, a virtude não está em pensar definitivamente como patrão ou como escravo. É necessário encontrar um meio termo aceitável. Deve-se conjugar um e outro posicionamento, tendo em vista, tanto quanto possível, o bem estar dos outros seres humanos até em prol de si mesmo.  

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Objetivo ou subjetivo mas sempre curtindo


A leitura do Blog link da Laura Nolasco sobre o Livro O Menino do Pijama listrado localizado em I Just Believe: Semana 2-Livro que menos gostou trouxe à baila uma questão interessante. Trata-se de uma reflexão sobre a diferença entre o que é objetivo ou subjetivo.
É importante separar, pelo menos teoricamente, o que é opinião pessoal e dados objetivos. Você pode odiar filme de terror, mas não pode negar que alguns possam ser bem feitos. A fotografia pode ser boa, a escolha dos atores, os diálogos e por aí vai. Pessoalmente ou subjetivamente, pode-se não gostar de alguma coisa, mas com certeza, ela pode ter suas qualidades...

Pouco a pouco, algumas barreiras podem ser quebradas. É o caso de Vc tentar ver um filme de terror ou de Guerra e tentar fazer uma crítica sobre suas qualidades. Nesse momento, o que antes era apenas objetivo, que estava lá na obra, antes de Vc a ver, passa a ter significado para Vc. Então o seu subjetivo passa a incluir e ser aumentado pela objetividade.

Antes de mais nada, é importante curtir. Aproveitar cada obra, quanto possível e de acordo com nosso gosto pessoal. Só que também é importante tentar estender nossa reflexão a um plano mais amplo sempre.